quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

De volta ao cerne da questão

Eu sou metade estragada, eu sou metade podre. Felicidade e paz na mente, no corpo, na aura, na alma, na cabeça, entre os olhos, entre o plexo solar, entre a base, entre os chackras
nunca foram pretendidas a mim.

Se eu soubesse que escrever de [da] madrugada [21/06] fosse tão tranquilizante, o teria feito mais vezes. Dormem até os cães . Mas já passa das dez, estou de pé sozinha e preciso de alguém (de "alguéns") para me levar pra casa. Preciso de alguém como você, pra conversar.
"Você pode...vo...você quer dividir uma conversa?"
"Não.(Claro que quero. Mas tenho vergonha.)"
"Quer pelo menos se fingir de protegida?Enlaçar seu braço entre o meu, segurar minha mão, já que estamos quase chegando?"
"Não deveria."

E depois de [figuradamente] descansar minha cabeça por baixo dos aros grossos do seu óculos de armação preta, passou uma noite, não, o resto de uma noite, uma manhã de domingo...E finalmente dividimos uma conversa.
Comprida. "Contamos casos, Tanta coisa em comum.
Deixamos até escapar segredos. Tanta coisa em comum, meu Deus! É que ele precisava dizer, só não sabia em que hora. Quanto a mim, eu já não sabia se tava misturando...Até perdi o sono lembrando de cada gesto...qualquer brincadeira. Fechando e abrindo a geladeira a noite toda." Não foi nem é perfeito, não foi previsível. Hoje tenho consciência de que admiro muito as suas qualidades grandes mas do que eu mais gostei, mas do que eu mais gostei mesmo foi dos seus defeitos pequenos. São bonitos e o fazem grande, fazem-no forte, fazem-no acordar. E isso já faz quanto tempo?

Se pelo menos eu pudesse enxergar
em meu nada
veria que você significa tudo
tudo para mim
foi-se devaneando tudo
depois daquelas duas palavras revolucionárias nada mais sobrou intacto
foi-se concretizando tudo
E tudo o que poderia ter sido
foi.
é.
Vai, quem sabe, continuar sendo até o fim dos dias.

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